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O governo federal vai regulamentar, no ano que vem, a
profissão de motoboy, entre mais de 60 atividades que passarão a ganhar
direitos trabalhistas, como férias e fundo de garantia por tempo de
serviço (FGTS), segundo projeto quem estão tramitando no congresso
nacional. Hoje, quem contrata um motoboy pode fazer o pagamento como
autônomo ou como prestador de serviços, mas, a partir do ano que vem a
atividade será reconhecido como profissão e, com isso, os direitos
trabalhistas ficam reconhecidos. |
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Muitas ocupações ainda não são
reconhecidas como profissões pelo ministério do trabalho e, por isso,
trabalhadores como apicultores, capoeiristas, motoboys, peritos
judiciais, topógrafos, alfaiates, entre outros não tem direitos a
férias, 13° salário, FGTS e carteira assinada.
Essas são algumas das
áreas de trabalho que buscam a regulamentação profissional junto ao
poder legislativo. No congresso nacional, estão em trâmite cerca de 60
projetos de lei para tal. Entre as mudanças propostas esta a da criação
de escolas técnicas, cursos e especializações para determinados
profissionais.
Independente da votação no Congresso, a profissão de motofrete poderá
ser regulamentada a partir do inínio do ano que vem em Vitória. A
regulamentação acontecerá caso o projeto de lei da Secretaria de
Transportes de Vitória seja aprovado.
Com a aprovação os motoboys
deverão respeitar alguns itens, como: alvará das motos, carteira de
habilitação A, vistoria do Inmetro para instalação dos baús
(equipamentos para entrega de produtos), licenciamento do veículo em
nome do condutor, limite de cinco anos do uso da moto, coletes para os
motociclistas proteção de escapamento e antenas contra pipas, além de
qualificação com cursos de direção defensiva.
Segundo o presidente do
Sindicato dos Motoboys do Espírito Santo (Sindimotos), Alexandro
Martins, a medida diminuirá o alto índice de acidentes de trânsito
envolvendo motociclistas e permitirá que todos recebam os direitos
trabalhistas, como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 13º
salário e férias.
"Implantaremos este projeto piloto em Vitória e depois levantaremos para
os demais municípios da Grande Vitória", garantiu.
Ele explicou que muitos dos
6000 motociclistas da Grande Vitória têm carteira assinada, mas também
existem aqueles que recebem por entrega.
"Se uma empresa tem as próprias motos, ela só paga o salário da
categoria. Aquele motoboy que é contratado com a moto particular, ele
ganha gasolina, contrato de locação, seguro de vida e encargos", disse
Alexandro. O piso salarial da categoria é de R$ 380,00.
A regulamentação da
profissão ainda depende da lei federal, mas o procurador chefe do
Ministério Público do Trabalho, Valério Soares Heringer, já está fazendo
o levantamento das condutas que devem ser adotadas pelas empresas e
motociclistas no exercício da profissão.
Fonte: Jornal A Tribuna
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